Colonialidade do saber e o papel da pessoa bibliotecária como mediador da informação

Autores

Palavras-chave:

Colonialidade do saber, Mediação da informação, Decolonialidade, Epistemicídio

Resumo

O trabalho analisa como a colonialidade do saber se manifesta nas práticas bibliotecárias e discute o papel da pessoa bibliotecária como mediadora da informação a partir de levantamento bibliográfico na BRAPCI e anais do CBBD e SNBU. A metodologia de natureza qualitativa e exploratória, com análise de artigos relacionados a decolonialidade, colonialidade do saber e epistemicídio. Resultados mostram predominância de temas sobre desenvolvimento de coleções, mediação informacional e crítica aos sistemas de organização, e apontam crescimento do debate, embora o termo nem sempre seja usado diretamente. Conclui-se ser urgente formar bibliotecários com competência crítica para práticas antirracistas e decoloniais.

Biografia do Autor

Fernanda Ferreira da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

Bibliotecária no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) e doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mestra em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes e bacharela em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e. Desenvolve pesquisas sobre educação para as relações étnico-raciais, decolonialidade do saber e sistemas de classificação, com ênfase na presença de autores e autoras negras nas bibliotecas e na classificação das literaturas africanas. Investiga os impactos dos processos de organização do conhecimento na visibilidade e representação desses sujeitos, atuando na promoção da diversidade informacional e no fortalecimento do papel social das bibliotecas.

Saulo Campos Oliveira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

Mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade (UFSCar), Graduado em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela UFSCar. Tem experiência na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação atuando principalmente nos seguintes temas: Fluxo de Informação, Informação científica e tecnológica, Bibliometria e Análise de Redes Sociais, Patentes, Biblioteca Escolar e análise de dados e construção de Dashboards. Atuou como Bibliotecário no Serviço Social da Indústria SP, Faculdade de Ciência da Saúde de Barretos, Hospital do Câncer de Barretos e LATAM - Linhas Aéreas. Atualmente exerce o cargo de Bibliotecário Documentalista no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus Hortolândia.

Tatiane Helena Borges de Salles, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

Doutoranda em Ciência da informação pela Universidade Federal de São Carlos (2025-2029). Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (2025). Especialista em Letramento informacional (2018) Universidade Federal de Goiás e Especialista em Gestão de Arquivos (2011) pela Universidade Federal de Santa Maria. Formada em e Biblioteconomia (2011) e Ciência da informação com a habilitação em Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006). Atuante em bancas de heteroidentificação. Integrante do grupo de pesquisa GEPRETAS Grupo de Estudos e pesquisas das Relações Étnico-raciais no Território, Arquitetura e Sociedade (IFSP) desde 2024. Integrante do NEABI ( Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas - NEABI) desde de 2020 e e Atuou como Co-coordenadora do núcleo de (2021-2025). Pesquisadora das relações étnico-raciais; educação antirracista, pensamento decolonial; espistemícidio; descolonização de acervos; literaturas contra-hegêmonicas; aquilombamento bibliográfico, letramento racial.

Referências

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Publicado

09-07-2026

Edição

Seção

Eixo 1 - Não deixar ninguém para trás