Bibliotecas Infantis de São Paulo (1936–1956):
memória institucional, identidade profissional e sustentabilidade cultural no limiar do Antropoceno
Palavras-chave:
Bibliotecas infantis , História da Biblioteconomia, Antropoceno, Sustentabilidade cultural, Formação leitoraResumo
Analisa o percurso histórico das primeiras bibliotecas infantis municipais de São Paulo entre 1936 e 1956, articulando o debate sobre sustentabilidade cultural e o Antropoceno. A pesquisa, de natureza histórica e documental, fundamenta-se na História Cultural e no paradigma indiciário, mobilizando fontes legislativas, administrativas e bibliográficas. Os resultados indicam que essas bibliotecas atuaram tanto na integração da população migrante quanto na formação leitora das crianças, mas também funcionaram como ferramentas de controle pedagógico. Conclui-se que há necessidade de recuperar essa memória institucional para repensar o papel contemporâneo das bibliotecas ante as desigualdades do Antropoceno.
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