Combatendo a vulnerabilidade informacional na Amazônia

experiência do PADIM - Polo Rondônia para o empoderamento de adolescentes mulheres

Autores

Palavras-chave:

Empoderamento da mulher, Alfabetização informacional, Alfabetização midiática, Adolescentes mulheres, Rondônia – Brasil

Resumo

Este relato de experiência apresenta o projeto de extensão e pesquisa “Programa de alfabetização digital, informacional, midiática e literária de adolescentes mulheres em Moçambique e Brasil – PADIM – Polo Rondônia”, o qual objetivou o desenvolvimento de competências em adolescentes rondonienses no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação, das fontes de informação, mídias digitais e literárias. O PADIM foi estruturado em quatro módulos, distribuídos em 13 encontros e ministrados na Universidade Federal de Rondônia. Entendemos que o PADIM-Rondônia foi um projeto que serviu como instrumento de empoderamento e autonomia informacional das adolescentes rondonienses em situação de vulnerabilidades. Esse projeto demonstrou as adolescentes que o lugar onde se nasce e vive não as define e que existem possibilidades para construir um outro futuro pela via da educação.

Biografia do Autor

Franciéle Carneiro Garcês-da-Silva, Universidade Federal do Pará (UFPA); Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (GT RERAD-FEBAB)

Bibliotecária negra - CRB-11/1236. Professora da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação, da Universidade Federal do Pará (FABIB-UFPA). Professora permanente no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, da Universidade Federal do Pará (PPGCI-ICSA-UFPA). Professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC). Pesquisadora no projeto Editora IBICT: Módulo 0.1 - modelagem, formalização e visibilidade: Integração, inovação, redes e internacionalização da produção das publicações monográficas e seriadas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia no horizonte dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Brasília (IBICT). Doutora em Ciência da Informação pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestra em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharela em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Pesquisadora integrante da Diretoria (Gestão 2024-2026), da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) e à Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) . É idealizadora e gerente do projeto social Quilombo Intelectual. É líder do Grupo de Pesquisa ''Oríkì-BiCi: Estudos Informacionais Negro-Africanos, Afrodiaspóricos, Antirracistas, Interseccionais e Anti-epistemicidas na Amazônia''. Idealizadora e coordenadora do Selo Editorial Nyota em conjunto com Nathália Romeiro desde 2018. Coordenadora do Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (GT RERAD-FEBAB). É vice-líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI) e compõe o quadro de integrantes do Grupo de Pesquisa Ecce Liber: Filosofia, linguagem e organização dos saberes como membro do Satélites em Organização Ordinária dos Saberes Socialmente Oprimidos (OS.sat). Atuou como Professora Adjunta no Departamento Acadêmico de Ciência da Informação (DACI), da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), no período de 2023 a 2025. É autora do livro Biblioteconomia Negra: das epistemologias negro-africanas à Teoria Crítica Racial (Malê, 2023) e da obra Epistemologias latino-americanas em Biblioteconomia e Ciência da Informação (2020). Atuou como coordenadora local do PADIM-Rondônia. Suas linhas de pesquisas são: Estudos Críticos em Branquitude em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Estudos Históricos e Epistemológicos em Ciência da Informação e Biblioteconomia Negra e Antirracista e Estudos Críticos em Justiça Informacional, Epistêmica, Sócio-Racial, de Gênero e Sexualidades. 

Ana Paula Meneses Alves, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Pós-doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, Moçambique. Doutora em Ciência da Informação pela Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp - Campus Marília em regime de cotutela com a Universidade de Granada - Espanha, na qual recebeu o título de Doutora em Ciências Sociais. Mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade pela Universidade Federal de São Carlos. Bacharel em Biblioteconomia pela pela Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp - Campus Marília. Atualmente é Professora Adjunta da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, atuando nos cursos de Graduação de Biblioteconomia e Museologia e na Pós-graduação em Ciência da Informação (Nível - Mestrado e Doutorado). Desenvolve atividades de pesquisa, ensino e extensão nos seguintes temas: Recursos e Serviços de Informação (Competência Informacional; Fontes de informação; Organização bibliográfica; Serviço de referência e informação); Uso ético da Informação (Aspectos éticos da produção científica, Plágio acadêmico); Informação e saúde (Atuação do profissional da informação na área de informação científica e tecnológica em saúde; Uso e ensino de fontes de informação em saúde; Competência em Informação voltada à informação científica e tecnológica em saúde; Desinformação e saúde; Saúde e Memória) e Informação e Emancipação Social (Justiça Social, Justiça Informacional, Justiça Racial, Vulnerabilidade em Informação, Pobreza Informacional, Informação e Crises). Líder no Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI- UFMG). Faz parte do ''Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Métricas da Informação'' da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto e do ''Oríkì-BiCi: Estudos Informacionais Negro-Africanos, Afrodiaspóricos, Antirracistas, Interseccionais e Anti-epistemicidas na Amazônia''. É membro da Associação de Bibliotecários de Minas Gerais e da Federação Brasileira de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab). Associada à Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (Ancib). Membro da Rede Brasileira de Letramento em Saúde (REBRALS). Foi a primeira Coordenadora e uma das responsáveis pela criação do Grupo de Trabalho Relações Étnico-Raciais e Decolonialidades da Febab (2020-2021). Foi membro do Grupo de Trabalho de Competência em Informação, da FEBAB, no período de 2020-2021. Foi coordenadora do Centro de Estudos Africanos da UFMG. Coordenadora Nacional do PADIM.

Fernanda da Silva Cândido, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Acadêmica em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Rondônia (UFPA). Integra o rupo de Pesquisa ''Oríkì-BiCi: Estudos Informacionais Negro-Africanos, Afrodiaspóricos, Antirracistas, Interseccionais e Anti-epistemicidas na Amazônia'' e foi integrante da equipe do PADIM-Rondônia.

Adrieli Molter, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGInfo) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Bacharela em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Durante a graduação, atuou como monitora acadêmica e participou de eventos científicos como integrante de equipe organizadora. Possui experiência em projetos de pesquisa e extensão, além de estágio em biblioteca universitária. Trabalhou com editoração acadêmica como bolsista na Editora da Universidade Federal de Rondônia (EDUFRO) e como editora assistente da Revista Práxis Pedagógica (RPP), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UNIR). Integra o Grupo de Pesquisa ''Oríkì-BiCi: Estudos Informacionais Negro-Africanos, Afrodiaspóricos, Antirracistas, Interseccionais e Anti-epistemicidas na Amazônia''.

Referências

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Publicado

09-07-2026

Edição

Seção

Eixo 1 - Não deixar ninguém para trás