Quando o feminicídio não é recuperado

invisibilidade informacional, mediação bibliotecária e justiça do conhecimento em bibliotecas digitais

Autores

Palavras-chave:

Organização do conhecimento, feminicídio, Bibliotecas digitais, Mediação da informação, Justiça informacional

Resumo

Este estudo analisa a invisibilidade informacional do feminicídio na literatura científica a partir da Organização do Conhecimento e do papel das bibliotecas digitais. Investiga-se como a representação terminológica em metadados se relaciona com sua recuperação. Adota-se abordagem bibliométrica associada à análise terminológica em um corpus de 1.874 artigos (Scopus e SciELO, 2005–2025). Os resultados indicam crescimento da produção e estabilização do termo, coexistindo com descritores mais amplos que contribuem para a fragmentação da representação. Conclui-se que a padronização terminológica é fundamental para fortalecer a recuperação da informação e a mediação bibliotecária.

Biografia do Autor

Alexandre Rocha, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutor (2024) e Mestre (2015) em Engenharia Elétrica, com ênfase em Sistemas de Computação e Telecomunicações, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Bacharel em Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações (2012) pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atua profissionalmente e coordena o Setor de Tecnologia da Informação da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE) da UFMG, com experiência em projetos de infraestrutura, servidores, redes, segurança da informação e modernização tecnológica, incluindo iniciativas voltadas à computação de alto desempenho e arquiteturas distribuídas. Participa de comissões e órgãos colegiados da unidade, contribuindo para processos de gestão e planejamento institucional.É integrante do Grupo de Pesquisa em Antenas, Propagação e Teoria Eletromagnética (GAPTEM), da Escola de Engenharia da UFMG, desenvolvendo pesquisas que combinam teoria e prática em modelagem numérica, métodos computacionais, otimização, simulação multiescala e análise de sistemas complexos, com forte interface com eficiência arquitetural e desempenho computacional. Também integra o Grupo de Representação de Conhecimento e Recuperação da Informação (RECRI), da Escola de Ciência da Informação da UFMG, desenvolvendo estudos interdisciplinares em Ciência da Informação e Sistemas de Informação, com aplicação de métodos qualitativos e quantitativos voltados ao tratamento, análise e representação da informação, utilizando pipelines computacionais e técnicas de inteligência artificial.As atividades acadêmicas e profissionais incluem ensino, pesquisa e extensão, com foco na compreensão de padrões, na eficiência de processos computacionais e na proposição de soluções tecnológicas inovadoras que contribuam para a sociedade. Interesses de pesquisa: Arquitetura e Organização de Computadores, Projeto de Hardware, Antenas, Propagação e Teoria Eletromagnética, Inteligência Artificial, Ciência de Dados, Métodos Computacionais, Inteligência Computacional, Otimização e Representação da Informação.

Isabella de Brito Alves, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduada em Biblioteconomia (2012) pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Biblioteconomia pela Faculdade Internacional Signorelli (2014). Atua como bibliotecária-documentalista na UFMG desde abril de 2019, no Setor de Referência, onde exerce, desde fevereiro de 2022, a função de coordenação.

Anteriormente, foi bibliotecária-documentalista na Universidade Federal de Uberlândia (2014–2019), iniciando suas atividades no setor de catalogação e, posteriormente, assumindo a coordenação da Divisão de Aquisição e Processamento Técnico. Nesse período, destacou-se pela condução do processo de migração de sistemas (VTLS para Sophia) e pela atuação no planejamento, organização e gestão das divisões de Seleção e Aquisição, Catalogação e Restauração, contribuindo para o fortalecimento da gestão de recursos bibliográficos da instituição.

Possui ainda experiência no Setor de Referência, com atuação em bibliotecas da PUC Minas e da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

Bryan Felipe de Oliveira

Doutor em Gestão da Informação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), membro do grupo TECNOLOGIAS E METODOLOGIAS PARA A GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO, inserido na linha de pesquisa de Informação e Tecnologia do Programa de Pós-graduação em Gestão da Informação. Pesquisador na área de Gestão de Dados, Mestre em Gestão da Informação pela UFPR, Licenciado em Matemática pela Universidade (UCZSUL), Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Cruzeiro do Sul (UCZSUL) e Tecnólogo em Gestão Financeira pela Universidade Positivo (UP), atua como responsável pela Unidade de Controle e Execução Orçamentária do Gabinete da Reitoria na instituição Universidade Federal do Paraná.

Benildes Maculan, Universidade Federal de Minas Gerais/Programa de Pós-Graduação em Gestão Organização do Conhecimento

Doutora e Mestre em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, na Escola de Ciência da Informação (ECI) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Formada em Biblioteconomia pela ECI/UFMG. Professora Associada no Departamento de Organização e Tratamento da Informação (ECI/UFMG). Pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Gestão Organização do Conhecimento (PPGGOC/ECI/UFMG). Integrante dos grupos de pesquisa MHTX - Modelagem Conceitual para Organização Hipertextual de Documentos, do RECRI - Representação do Conhecimento e Recuperação da Informação e do grupo Humanidades Digitais do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (Universidade de Coimbra, Portugal). Membro do Conselho Scientific and Technical Advisory Council (STAC) do ISKO Internacional. Interesses na linha de pesquisa Arquitetura e Organização do Conhecimento: ênfase em questões teóricas e metodológicas de desenvolvimento de Sistemas de Organização do Conhecimento (sistemas de classificação, taxonomias, tesauros, glossários, mapas conceituais e redes semânticas); serviços informacionais (bibliotecas tradicionais, digitais, hipertextos, arquivos); integração de dados e compatibilidade de linguagens; segurança de dados e informação.

Referências

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Publicado

09-07-2026

Edição

Seção

Eixo 4 - Ciência da Informação: diálogos e conexões